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domingo

Reflexologia de Microssistemas


Na medicina oriental é comum o emprego de estímulos em áreas ou estruturas especiais do corpo humano, visando o tratamento mediante ação reflexa em todo o organismo.

Em regiões como o pavilhão auricular, os pés e as mãos existem pontos e pequenas áreas que correspondem a órgãos, vísceras, estruturas anatômicas músculo-esqueléticas, sistema nervoso, endócrino, imunológico, etc.

Não resta dúvida de que a reflexologia é um recurso valiosíssimo no contexto da medicina oriental; sendo utilizada em caráter complementar ao shiatsu, o seu principal objetivo é potencializar a ação terapêutica do tratamento.

a) Microssistema plantar (dos pés):
O microssistema plantar envolve, alem da região plantar, os artelhos e o dorso do pé. Todavia, é na área plantar que se encontram diversos pontos que podem ser manipulados com a finalidade terapêutica reflexa especifica.
É muito comum encontrarmos, no oriente, profissionais que aplicam pressões com os dedos ou instrumentos não perfurantes, para pressionar ou percutir a região plantar do paciente. Geralmente, o próprio paciente utiliza instrumentos, nos quais pisa para proporcionar os estímulos necessários para promover o efeito terapêutico desejado.

b) Microssistema palmar (das mãos):
O microssistema palmar é especial por ser a mão uma região mais sensível e por possuir músculos programados para realizar movimentos precisos e complexos, diferentemente dos pés, cujos músculos estão limitados à função de deslocar e suportar o peso do corpo.

c) Microssistema do pavilhão auricular (aurículoterapia):
Esse microssistema é o mais complexo de todos, visto que a área anatômica é muito pequena, mas possui muitos pontos e áreas de estimulação.


A estimulação auricular com as mãos é limitada quando a comparamos a outros métodos de estímulos, como a acupuntura auricular. Mas, ainda assim, o estímulo digital é muito eficiente.

A polpa digital é consideravelmente maior que os pontos e áreas específicos a serem estimulados. Naturalmente, a intensidade da pressão digital é muito menor que a pressão realizada através de instrumentos pontiagudos, ou mesmo agulhas, acarretando diferentes níveis de resposta.

Este recurso é muito empregado no oriente, tanto como técnica complementar ao shiatsu sistêmico, quanto como método de auto aplicação de caráter popular, desde a antiguidade.

As aplicações durante um período prolongado agem sobre o Ying Ch'i (Ch'i Nutritivo) e provocam a devida circulação dos canais energéticos (meridianos); promovendo, ainda, a regulação dos Zang Fu (órgãos e vísceras). Assim, pode ser um recurso profilático, quando aplicado corretamente.



Por Fabrício Nobre, Terapeuta

quarta-feira

Alguns Simbolos usados em Mandalas



ABELHA
Organização, pureza, trabalho, disciplina, perseverança. A abelha simboliza, também, a eloqüência, a poesia e a inteligência. A abelha produz o mel, mas também possui ferrão, e por isso é o emblema de Cristo: doçura, misericórdia e justiça do Cristo-Juiz. É um símbolo de natureza ígnea, portanto, representa as sacerdotisas do templo e as pitonisas, as almas puras dos iniciados.
ABISMO
Designa aquilo que é sem fundo, logo indefinido. No abismo não se sabe o que se vai encontrar. As grandes profundezas evocam os terrenos dos mortos e a Grande Mãe Terra. Jung estabelece conexão entre o simbolismo do abismo e o arquétipo maternal. Este símbolo evoca as profundezas do inconsciente, e sugere que se está pronto para trabalhar esses conteúdos.
ÁGUA
Emoções, fonte da vida, fluxo de espiritualidade, verdade e conhecimento, pureza e purificadora, batismo, profundezas do inconsciente. O simbolismo da água possui dois lados, o que dá e o que tira a vida. Ela pune o pecador, mas não atinge os justos. As águas cristalinas, limpas, puras e calmas, denotam seu lado bom, mas as águas poluídas mostram seu lado ruim, sujo, doente e de morte. A água simboliza também a fertilização. A ribeira, o rio e o mar representam o curso da vida.
ÁGUIA
Poder, elevação, grandes ideais e conquistas, percepção clara, estados elevados de espiritualidade. Rainha das aves. É vista como o substituto ou o mensageiro da mais alta divindade uraniana e do fogo celeste. Somente a águia fixa os olhos no sol sem queimá-los. A águia também é símbolo do pai e da paternidade. Como a fênix, simboliza a regeneração. É a senhora do raio e do trovão. Ainda, simboliza os caçadores, guerreiros e conquistadores.
AMETISTA
Espiritualidade, terceiro olho, clarividência, mestre espiritual. A ametista é uma pedra que protege contra a embriaguez. Usada pelos bispos como proteção contra exaltação espiritual, pois, os bispos, na qualidade de pastores de almas e com responsabilidade de levar luz aos seguidores, não podem cometer enganos. A ametista também simboliza a humildade.
ÂNCORA
Firmeza, solidez, tranqüilidade, fidelidade, conflito e atraso. No meio da mobilidade do mar e dos rios, ela fixa, amarra e imobiliza, deixando estável a embarcação. Também pode significar amarras e atraso, o conflito entre o sólido e o líquido.
ANEL
Eternidade, união, elo. O anel nupcial e o anel pastoral servem para vincular, indicar um elo entre um destino ou uma comunidade. Também pode indicar uma relação amor-escravo ou uma união nupcial.
ANJO
Mensageiro de boa nova ou aviso sagrado. Símbolo de ordem espiritual, das funções divinas e das relações de Deus com as criaturas. O anjo também pode simbolizar as funções humanas sublimadas ou as aspirações insatisfeitas e impossíveis. O anjo pode significar ainda sinal de advertência.
AR
Um dos quatro elementos primordiais: terra, fogo e água. Representa os signos de gêmeos, libra e aquário. Símbolo de lucidez, do fluxo de pensamentos, de idéias e das forças mentais. É o mundo sutil e a expansão. O ar representa a via de comunicação entre a terra e o céu. É purificador e espiritualizador.
ÁRCO-ÍRIS
A ponte entre o céu e a terra, individuação, renascimento. O arco-íris representa a união das metades separadas e a resolução. O arco-íris representa, também, a restauração da ordem cósmica.
ÁRVORE
Conhecimento, desenvolvimento, vínculos familiares, crenças. A árvore é símbolo da vida em evolução e em ascensão para o céu. Ela sempre está em comunicação com o cosmo em seus três níveis: subterrâneo pelas raízes, na superfície pelo seu tronco e galhos inferiores, e nas alturas, por meio dos galhos superiores e seu cimo sempre em busca da luz.

BALANÇA
Simboliza o equilíbrio a ponderação e a justiça principalmente a do julgamento. No cristianismo é símbolo do juízo final. No zodíaco o símbolo da Balança é o sétimo signo. Quando a balança surge em mandalas e nos sonhos é sensato refletir nos assuntos acima.
BEIJO
Necessidade de amor e afeição. Em alguns casos pode representar traição. Atenção ao corpo e suas necessidades. Também, pode representar momentos de saudade ou ansiedade por um amor.
BOCA
Representa a palavra, a respiração e o alimento, pois todos passam por ela. Como símbolo da criação, a boca é o lugar por onde a alma é insuflada. Também é vista como aniquiladora, pelo seu mastigar e engolir. Por suas palavras pode amar ou destruir. Ela é símbolo de poder do espírito e da
força criadora.
BORBOLETA
Símbolo da transformação por sua metamorfose: ovo, lagarta e crisálida, até alçar vôo como borboleta. Também simboliza a ligeireza e a inconstância. No Japão simboliza a mulher, e duas borboletas a felicidade conjugal.
CHAVE
Simboliza abertura ou fechamento. Tem um papel iniciático e discriminatório, pois determina quem pode entrar no reino dos deuses. Pode significar o encontro de uma saída, quando se quer resolver algo. É ainda o caminho da purificação no qual encontramos as três chaves: de prata, de ouro e de diamante.
CORAÇÃO
Centro vital do homem. Simboliza o amor e a amizade. Também, o centro das emoções, o afeto pelos outros, a compaixão, o cuidado, o desejo de amar e de ser amado.
COROA
Representa a realeza e o domínio sobre si mesmo. Simboliza a responsabilidade pelo que se domina e a vitória. É o ponto máximo da cabeça e a ligação com os planos cósmicos e espirituais.
CORUJA
Sabedoria, inteligência, silêncio. A coruja é relacionada com a lua. Símbolo do conhecimento racional, da clarividência, da reflexão e iluminação, e das trevas. Mais recentemente, a coruja também simboliza o tenebroso, mau augúrio e ingrediente para poções mágicas.
CRUZ
Dificuldades, ressurreição, unificação do céu com a terra. É um símbolo muito antigo já encontrado no Egito, na China e em Cnossos, na Creta. A cruz também é símbolo de orientação dos pontos cardeais. Como o quadrado participa do simbolismo do número quatro.
CRISTAL
Pureza, clareza, cura, irradiação de energia. Distingue-se do diamante pelo seu grau de maturidade embriológica, é um diamante que ainda não amadureceu. Ligado aos sonhos e aos devaneios, como os sapatinhos de cristal ou o castelo de cristal.
DIA
Ao contrário da noite simboliza a clareza de pensamentos e idéias, a razão. O dia também representa as quatro estações do ano: a primavera, à manhã; o verão, ao meio-dia; o outono, a tarde ou ao pôr-do-sol; e o inverno. à noite.
DIAMANTE
Símbolo maior da perfeição. Representa o sucesso, a felicidade, a vitória, a essência mais profunda do ser, o imaculado. É considerado unanimemente como benéfico. Na tradição da Índia se diz que o diamante nasce da terra sob a forma de um embrião. Diferente do cristal, pois ele já estaria maduro. O diamante representa o auge da maturidade e da perfeição.
ELEFANTE
Animal sagrado. Na Ásia é a montaria dos soberanos. Símbolo de poder, da sabedoria, da paz e da prosperidade. É a montaria do deus indú Indra. Ganesha, filho do deus Xiva possue a cabeça de elefante e é o deus que afasta todos os obstáculos.
ESMERALDA
Pedra preciosa de muito valor, considerada talismã de boa sorte e saúde. Participa do simbolismo da cor verde. Também associada a fecundidade e a poderes mágicos. Também é um dos atributos de Vênus.
ESPADA
Coragem, ambição, agressão, bravura, poder e justiça. Simboliza a decisão e a separação. Simboliza também as virtudes militares e a força e valentia masculina.
ESPELHO
Simboliza o saber, o autoconhecimento, a consciência, a verdade e a clareza. Símbolo da criação que reflete a inteligência divina e do coração humano e puro, que abriga Deus. Na China é simbolo da sabedoria contemplativa e não-ativa.
ESPIRAL
Simboliza os movimentos ascendente ou descendente, a evolução, a involução e a ascensão espiritual.
ESTRELA
Esperança, mensagens de planos superiores, boa sorte.
ESTRELA DA MANHÃ
Refere-se a posição no firmamento do planeta Vênus, a última estrela a desaparecer após o amanhecer. Simboliza a luz qure vence a noite. Luz sobre as trevas. No cristianismo simboliza Cristo e a Virgem Maria.
ESTRELA DA TARDE
Refere-se a posição no firmamento do planeta Vênus, a primeira estrela a surgir juntamente com o por-do-sol. Simboliza o cair da noite, com seus mistérios e revelações. No cristianismo eventualmente simboliza Lúcifer.
ESTRELA POLAR
Estrela em torno da qual parece girar o firmamento; por isso, é considerada muitas vezes como o centro do cosmos, o umbigo do mundo, a porta do céu, o eixo cósmico ou o cimo da montanha do mundo.
FÊNIX
Morte e renascimento, purificação do ser, triunfo da vida sobre a morte. A fênix é um pássaro mítico e sagrado, de extraordinária longevidade que tem o poder de depois de consumida pelas chamas renascer de suas próprias cinzas. O fênix macho é símbolo da felicidade e a fênix fêmea é o emblema da rainha, juntos significam uma união feliz.
FILA
Sugere uma longa espera, a necessidade de paciência e de resistência.
FIO
Nos Upanixades se diz que o fio une este mundo ao outro mundo e a todos os seres. Simboliza a continuidade, o fluxo e o elo para que se alcançar o centro.
FLECHA
O símbolo universal da ultrapassagem de uma condição a outra. A flecha também simboliza a rapidez do pensamento, do aprendizado e da intuição. Pode indicar uma realização e morte súbita. Junto com o arco simboliza o amor. Ainda, indica a direção para onde se está indo.
FLOR
Geralmente as flores possuem simbolismo próprio. A rosa vermelha o amor, a amarela, o respeito e a branca, pureza. Podem representar a alma dos mortos ou somente a alma. Também a beleza e a delicadeza.
FLORESTA
Representa o santuário natural, onde habitam deuses bons e maus, espíritos e demônios, homens selvagens, elementais ligados às madeiras e aos musgos, e às fadas. A floresta simboliza também mistérios e o lugar do medo.
FOGO
Purificação, espiritualidade, transformação, transmutação, destruição. O fogo é sagrado e tem o poder de destruição para se alcançar uma esfera mais elevada de desenvolvimento. Na astrologia, o fogo é atribuído aos signos de áries, leão e sagitário.
FOLHA
Símbolo de felicidade e prosperidade. Simboliza o pudor, novos inícios, cura e renovação.
FONTE
É considerado um símbolo universalmente sagrado, por jorrar água virgem, pura e viva. É associada a todo simbolismo da água, sendo que a sua água é especial. Quando dizemos que bebemos da fonte é porque bebemos algo muito especial.
Simboliza a juventude e a purificação.
FORMIGA
Como as abelhas, é associada à organização, ao trabalho e à previdência.
GAIOLA
Simboliza a limitação da alegria, a proteção, a prisão e a necessidade ou a perda de liberdade. Habilidades que estão presas, somente esperando a gaiola se abrir.
GALHO SECO
Simboliza idéias, crenças e hábitos obsoletos. Necessidade de mudanças.
GALINHA
Simboliza a maternidade cuidadosa e protetora.
GALO
Símbolo solar e do fogo pela sua crista vermelha e sua plumagem colorida e por anunciar o amanhecer. Simbolo da superação das trevas pela luz. É também símbolo da vigilância. Ainda é símbolo da fertilidade. Pode simbolizar o orgulho ou o comportamento imponente e acentuadamente machista. O galo é o décimo signo do zodíaco Chinês e corresponde ao signo de Capricórnio.
GIRASSOL
Símbolo solar devido a forma radiada de suas pétalas, da cor amarela, e por buscar o sol. No cristianismo é símbolo do amor divino, da alma e dos pensamentos e sentimentos dirigidos incessantemente a Deus, por isso, também simboliza a prece.
corporais/emocionais.
GNOMO
Gênio que habita debaixo da terra e são donos de tesouros, pedras e metais preciosas preciosos. Os gnomos são como a alma oculta, e quando se retiram, tudo morre e fica inerte. Podem amar e odiar a mesma pessoa. Simbolizam a consciência obscurecida, onde coexistem ignorância e conhecimento, riqueza e pobreza morais.
GRÃO
Simbolo da vida, da abundância de possibilidades ainda nao manifestadas. O grão morre na terra para uma planta nascer, por isso simboliza a alternância constante da morte e de um novo começo na natureza, mas também é símbolo do sacrifício e do renascimento espiritual do homem.
GRILO
Para os chineses símbolo da vida, da morte e da ressurreição. Simboliza a metamorfose, sua presença no lar é considerada promessa de felicidade.
GLOBO ALADO
Símbolo de muitas religiões, representa o relacionamento entre o corpo, a alma e o espírito. Simboliza a liberdade da alma.
GRAMADO
Simboliza um crescimento saudável e equilibrado. Aquilo que foi semeado e produz resultado pelo esforço realizado. Sugere também a necessidade de contato com a natureza.
HEXAGRAMA
Estrela de seis pontas, selo-de-salomão, estrela de Davi. Simboliza a interpenetração do mundo visível e invisível; no induísmo simboliza a união da iôni e do linga; na alquimia, simboliza a união dos contrários.

IANTRA
Figura geométrica utilizada no hinduismo para meditação. Simboliza forças divinas que influenciam o meditador para ampliar sua consciência.
IGREJA
Simboliza crenças e impressões acumuladas. Proteção e comunhão divina. A igreja é considerada como a esposa do cristo e a mãe do cristo e, por isso, também simbolizam a mãe.
JANELA
Simboliza a abertura e a receptividade para boas influências.
JARDIM
Simboliza o Paraíso terreno e celeste. Murado simboliza as dificuldades e os obstáculos a serem superados, antes de se chegar ao Paraíso, ou a um nível de desenvolvimento mais elevado.
LABIRINTO
Simboliza a viagem iniciática para o centro. Somente os que conseguem vencer os obstáculos dos enganos e das ilusões, matando as feras e monstros terríveis, podem alcançar o centro e encontrar a paz, a felicidade e a espiritualidade. O labirinto simboliza também a vitória.
LAÇO
Simboliza o poder soberano ou judiciário, o poder de atar e desatar. O compromisso assumido espontaneamente.
LAGARTA
Animal rastejante que se assemelha ao verme. A baixeza e a feiúra. Nos Upanixades esse animal simboliza a transmigração e a transmutação, pela maneira como passa de uma folha a outra e de larva para borboleta.
LAGARTO
Ligado ao sol. Simboliza a procura pela luz e pelo conhecimento.
LAGO
Representa o feminino e o inconsciente. Pode ser calmo ou pantanoso e traiçoeiro. O olho pelo qual os seres subterrâneos observam os humanos. Também o lugar onde moram as ninfas, fadas e outros elementais que atraem pessoas para a morte.
LÁGRIMA
Simboliza a dor. A lágrima é comparada à pérola ou à gota de âmbar. Pode significar liberação de emoções, limpeza e purificação.
LAMA
Simboliza a matéria primordial e fecunda de onde surgiram os seres viventes, e de onde tudo foi tirado. A lama é a mistura de terra e água, na qual ocorrem transformações. Símbolo mítico, pode representar a escória da sociedade e os níveis inferiores do ser.
LÂMPADA
Simboliza a luz espiritual e individual do ser. Para os ensinamentos zen, a transmissão da chama é a transmissão da doutrina. No ocidente a lâmpada usada em ritual significa a presença de Deus. Representa a vinda de insights e boas idéias de planos superiores.
LANÇA
Símbolo fálico, ígneo e solar. Simboliza a guerra e o poder. O eixo do mundo. Animais transpassados por lanças significam vícios a serem superados.
LETRAS
Segundo a cabala as letras contêm uma forma criadora e por isso não devem ser conhecidas pelo homem, caso contrário, poderia criar como Deus. Podem ser divididas segundo os quatro elementos, e possuem valores numéricos, sendo sua natureza fundamental e astral, permitindo se chegar a conhecimentos secretos, ocultos e esotéricos, inacessíveis de outra forma.
LÓTUS
O lótus desabrocha sobre águas estagnadas, com rara beleza e perfeição, e é associado ao alcance da perfeição pelo homem. É para os orientais o mesmo que a rosa é para os ocidentais. Amor e sabedoria.
LUA
A lua não possui luz própria, passa por mudanças durante os meses, por isso simboliza a dependência, o princípio feminino, a renovação e a periodicidade.
MAÇÃ
A maçã simboliza o conhecimento, a fertilidade e o amor.
MACACO
Simboliza a agilidade e a inteligência. Na Índia o macaco é sagrado e incomestível.
A sabedoria. No extremo oriente, é representado por três macaquinhos: um tampa os olhos, o outro a boca e o terceiro os ouvidos, como que dizendo não vejo, não falo e não escuto, três virtudes importantes para a vida.
MACHADO
Associado ao raio e a chuva. Guerra e destruição. Instrumento sagrado e símbolo da iluminação.
MOEDA
Símbolo da fartura. Qualquer tipo de troca.
MONTANHA
Encontro entre terra e o céu. A montanha é a morada dos deuses, e o subir a montanha o alcance da espiritualidade. Usado para representar o caminho do buscador ou discípulo, iniciado no sopé da montanha, rumo ao alcance da iluminação.
NASCENTE
É venerada de maneira geral como origem dos poderes nutrientes, como símbolo da pureza e da profusão fecunda. Na Bíblia, simboliza a vida eterna e o renascimento. Para Jung a fonte é um símbolo da inesgotável energia psico-espiritual.
NEVE
Simboliza a castidade e a intangibilidade, no cristianismo simboliza a Virgem Maria.
NEVOEIRO
Simboliza algo indeterminado, da passagem de um estado para outro.
ONDAS
Simboliza a agitação, a vivacidade, e também as forças incontroláveis.
ORQUÍDEA
Na China, é associada à primavera. Eram utilizadas para expulsar influências nocivas, principalmente a esterilidade. Perfeição e pureza espiritual.
OURIÇO DO MAR
Simboliza o ovo do mundo.
PÁSSARO
Simboliza as relações entre o céu e a terra. Estados superiores do seres e dos anjos.
PEIXE
Simboliza ao mesmo tempo a fertilidade e a morte. Ligado à água e ao Cristo, sendo, portanto, considerado alimento espiritual. Corresponde ao décimo segundo e  último signo do zodíaco.
PÉROLA
Símbolo lunar ligado à água e a mulher. Possui vários significados: para os gregos, simboliza o amor; na Europa, era usada para tratar a saúde;  e os hindus utilizavam seu pó como revigorante e afrodisíaco. Os chineses e árabes usavam para tratar doenças dos olhos. A pérola simboliza, também, a lágrima e a tristeza.
QUADRADO
Um dos quatro símbolos geométricos universais, juntamente com o ponto, o círculo e a cruz. Simboliza a terra e em outro nível o universo. Os pontos cardeais. Muitos espaços sagrados têm a forma quadrangular, como os altares, os templos, algumas cidades e os acampamentos militares.
QUATRO
Símbolo ligado ao quadrado e à cruz. Representa os pontos cardeais, as quatro estações do ano, os quatro elementos e os quatro temperamentos.
QUERUBIM
É um ser de forma metade humana e metade animal que pertence às hierarquias espirituais superiores. No antigo testamento os querubins eram seres que acompanhavam Jeová. São representados com asas e olhos que simbolizam a onisciência dos mundos espirituais superiores.
RAIO
Símbolo do poder divino, da fúria ou da criação. O feixe de raios é considerado um atributo de Júpiter e de Indra, pois, do centro de uma espécie de grande fuso saem vários dardos em ziguezague. Às vezes esse fuso pode aparecer em forma de lança pontiaguda, de tridente ou de outro instrumento semelhante.
RIO
Símbolo do fluir, da possibilidade , da fluidez das formas e da fertilidade. O curso das águas simboliza a corrente da vida e da morte. O rio, por estar sempre fluindo, simboliza também a renovação e a transitoriedade.
ROCHEDO OU ROCHA
Símbolo da imobilidade e do imutável. Na China o rochedo opõe-se à cascata, como o yang ao yin. No antigo testamento, simboliza a força de Jeová e sua solidez na aliança de sua fidelidade a Deus. Nos salmos, é visto como o amparo de Deus.
RODA
Como o círculo, a roda sugere a perfeição. A diferença é que a roda possui certa imperfeição, a de que ela se refere ao mundo do vir a ser, da criação contínua e da eventualidade da morte.
ROSA
Corresponde no Ocidente o que o lótus é para o Oriente. Seu principal simbolismo é o de que das águas primordiais se eleva e desabrocha a flor. Para os cristãos, é a taça que recolhe o sangue de Cristo, a transfiguração das gotas desse sangue ou de suas chagas. Atualmente a rosa simboliza o amor.
SALAMANDRA
Acreditava-se que a salamandra era capaz de viver no fogo sem ser consumida. Porém por ser fria, também lhe era atribuído o poder de apagar o fogo. A salamandra simboliza o justo que não perde a paz da alma e a confiança em Deus. Para os alquimistas, simboliza o enxofre.
SERPENTE
É fria, lisa e muda de pele periodicamente. Sua picada pode ser venenosa, o próprio veneno é usado como antídoto. Todos estes atributos fazem-na um símbolo multiforme. Na China é vista como um símbolo yin, e ligada a terra e a água. Na mitologia hindu, a naja é uma serpente mediadora entre os deuses e os humanos, ora são boas e oras são más. A serpente kundalini, enroscada na base da coluna do homem, simboliza a sede da energia vital. Para a psicanálise, a serpente é um símbolo fálico.
SINO
Símbolo do chamado para a prece e para a lembrança da obediência às leis e aos deveres divinos. Ligação entre o céu e a terra. Na China o som do sino simboliza a harmonia cósmica.
SOL
Um dos símbolos mais diversificados. O sol simboliza a manifestação da divindade para muitos povos. A luz, a inteligência cósmica suprema e o princípio vital.
SOMBRA
O que se opõe a luz e a própria imagem das coisas fugidias, irreais e mutantes. A sombra é o aspecto yin, oposto ao yang.
TAÇA
A taça ou copa possui um simbolismo amplo, podendo de um lado representar o vaso da abundancia ou o vaso que contém a poção da imortalidade. Como vaso de abundancia pode simbolizar o seio materno que produz leite. A taça também simboliza o Graal, o cálice que recolheu o sangue de Cristo. No Japão a troca de taças simboliza a fidelidade. No Islã, a taça simboliza o coração.
TARTARUGA
Simboliza a longevidade e a proteção.
TERRA
Simboliza a mãe, fonte do ser e protetora contra qualquer força do mal. A terra opõe-se ao céu como princípio passivo ao princípio ativo. Aspecto feminino. Na astrologia está ligada aos signos de touro, virgem e capricórnio. Na filosofia taoísta representa o princípio yin.
TORRE
Simboliza o poder ou ascensão para além do cotidiano. Virgindade e a gradual ascensão espiritual do homem em direção ao céu. Símbolo fálico.
TRIGO
Simboliza o nascimento e a morte ou da morte e do renascimento. A espiga de trigo é o símbolo da virgem Maria, contém os grãos com que se produz a farinha para a hóstia.Fecundidade e abastança.
UNICÓRNIO
Símbolo de poder, luxo e pureza. Na China antiga, era emblema da realeza e das virtudes régias. Seu chifre único no meio da fronte simboliza a flecha espiritual, o raio solar, a espada de Deus, a revelação divina. A penetração do divino na criatura.
UROBOROS
Serpente que morde a própria cauda e simboliza um ciclo de evolução encerrado nela mesma. Contém ao mesmo tempo as idéias de movimento, de continuidade, de autofecundação e do eterno retorno.
VELA
Está ligada à chama e a vida ascendente. Usada nos aniversários para desejar felicidade ao aniversariante. Ascende-se velas ao defunto para que sua luz ilumine a alma que será levada para o céu.
YIN YANG
Na filosofia chinesa taoísta representa os princípios feminino e masculino. Corresponde aos opostos: noite e dia; preto e branco.
ZODÍACO
É um símbolo em si e um conjunto de símbolos particulares que variam segundo diversas relações. O zodíaco simboliza um ciclo completo e cada um de seus signos uma fase evolutiva. O círculo zodiacal é dividido em doze, número este que corresponde a doze constelações.



Fonte: Mundo das Mandalas



Pedra Luz

quinta-feira

Aplicação e Exemplos de Mandalas


De fato, toda a mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino.

Nas sociedades primitivas, o ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajetória circular (circunferência), era identificado como o ano.

O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações.

Uma vez que o plano arquitetônico do templo é obra dos deuses e se encontra no centro muito próximo deles, esse lugar sagrado está livre de toda corrupção terrestre. Daí a associação dos templos às montanhas cósmicas e à função que elas exercem de ligação entre a terra e o céu.

Como exemplo, temos a enorme construção do templo de Borobudur, em Java na Indonésia. Outros exemplos que podemos citar são as basílicas e catedrais cristãs da Igreja primitiva, concebidas como imitação da de Jerusalém Celeste, representando uma imagem ordenada do cosmos, do mundo.

A mandala como simbolismo do centro do mundo dá forma não apenas às cidades, aos templos e aos palácios reais, mas também à mais modesta habitação humana. A morada das populações primitivas é comumente edificada a partir de um poste central e coloca seus habitantes em contato com os três níveis da existência: inferior, médio e superior.

A habitação para ele não é apenas um abrigo, mas a criação do mundo que ele, imitando os gestos divinos, deve manter e renovar.

Assim, a mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus.

Um exemplo bem típico brasileiro de mandala a partir da arquitetura é a planta superior da catedral de Brasília.


Fonte: unipazsul.org.br

Pedra Luz

segunda-feira

Criação de uma Mandala


Uma Mandala representa o Universo. No seu interior, abrigam-se as forças da natureza representadas num simbolismo perfeito. Cada Mandala cria um campo de poder, um espaço sagrado onde essas energias se instalam. Criar ou meditar a partir de uma Mandala é uma forma de religação com Deus.

Um elemento de suma importância é a circunferência que delimita a Mandala, tendo como origem o próprio ponto central. O espaço circular formado e limitado pela circunferência é preenchido com desenhos e elementos com as mais variadas ligações simbólicas, de acordo com os objetivos que se tem para a Mandala a ser criada.

A Mandala não é só para despertar ou atingir um grau maior de consciência, mas principalmente, sua função é de transformação de todos os caminhos pelos quais o homem responde ao mundo em todos os seus impulsos. Esta é a alquimia dos símbolos, cuja fonte é o poder que reside na Mandala, a mãe de todos os símbolos.

Jung descobriu que desenhar, pintar e sonhar com mandalas é parte natural do processo de individuação. Quando criamos uma mandala, geramos um símbolo pessoal que revela quem somos num dado momento. O círculo que desenhamos contém e até atrai partes conflitantes da nossa natureza. Mas, mesmo quando faz um conflito vir à tona, o ato de criar uma mandala produz uma inegável descarga de tensão. Talvez porque a forma do círculo nos recorde o isolamento seguro do ventre materno. Desenhar um círculo talvez seja algo como desenhar uma linha protetora ao redor do espaço físico e psicológico que identificamos como nós mesmos. Quando fazemos uma mandala, criamos nosso próprio espaço sagrado, um lugar de proteção, um foco para a concentração de nossas energias. Ao expressar nossos conflitos interiores na forma simbólica da mandala, projetamo-los para fora de nós mesmos. O simples ato de desenhar dentro do círculo pode fazer que experimentamos um sentido de unidade.

Antes de começar a desenhar, talvez seja útil aproveitar alguns momentos a mais para relaxar. Inale profundamente e imagine a tensão saindo do corpo a cada exalação. Um pouco de alongamento pode liberar pontos de tensão aqui e ali. Procure esvaziar a mente das preocupações do dia. Por um momento, deixe de lado as responsabilidades, certo de que poderá reassumir seus deveres ao fim da meditação com a mandala.

Uma vez relaxado, você talvez queira fechar os olhos e começar a focalizar a atenção em seu interior. Você pode notar formas, cores e configurações dançando diante dos olhos do espírito. Procurando pensar o mínimo possível; comece a selecionar tudo o que você necessita para a criação de sua mandala. Se nada lhe ocorrer, simplesmente continue até a próxima etapa. Guiado pela visão interior comece a desenhar suas visualizações interiores acompanhadas de suas cores e formas.

A próxima etapa é identificar a posição apropriada da mandala. Para fazê-lo, gire o desenho, olhando-o de todos os lados e por todos os ângulos. Procure desconsiderar as bordas do papel, olhando apenas o desenho em si.
Colocar datas nas mandalas é util para uma referência futura. Inclua dia, mês e ano. Mesmo que cada mandala seja única, se você não datá-las, pode ser difícil recordar sua sequência no tempo. Saber a sequência em que aparecem certas formas e cores ajuda a estabelecer seu significado e continuidade do processo de individuação.

Coloque a mandala à sua frente, de modo que a menor área fique em cima. É melhor olhar para as mandalas de uma distância de pelo menos um braço. Penetrar no âmago das mandalas e desfrutar do seu criativo universo pode ser uma das experiências menos acessíveis para a mente do homem ocidental, pois nem mesmo sabe apreciar uma flor sem tocá–la ou subtraí–la do campo.

A chamada mandala tridimensional, portanto, ressurge como um importante e prático instrumento da familiarização com este símbolo dos símbolos. Assim como ocorre com as mandalas planas , as tridimensionais possibilitam também nosso auto-conhecimento, desde que saibamos colocar toda nossa atenção, concentração e termos uma postura de meditação quando manipulamos a mesma. Na Índia, este tipo de mandala foi encontrado como um instrumento com a mesma finalidade do rosário. Em nosso continente, estas mandalas também chegaram e começam a integrar trabalhos terapêuticos com resultados animadores, principalmente na área do alcoolismo e da drogadição. Como a maior dificuldade do viciado é justamente entrar em contato com qualquer coisa, principalmente consigo mesmo, devido à sua necessidade de buscar a alienação, a mandala tridimensional deve ser utilizada como estímulo ao despertar do interesse de reestruturação vivencial. O caráter integrador da mandala faz nascer a proposta de cada um construir sua peça, o que faz com que expressem forte necessidade de desenvolverem uma nova estrutura de vida. E esta organização nada mais é do que o processo de autoconhecimento mandálico.

Construir uma mandala tridimensional ou plana é uma forma de se fazer a leitura de símbolos e a partir deles conhecer nossas próprias deficiências. A mandala tridimensional é um excelente recurso terapêutico,pois pode auxiliar a recuperar nossa motricidade, desbloquear a transmissão dos nossos sonhos e podermos a partir daí avaliá–los e entender-nos melhor. A estrutura da mandala tridimensional reafirma seu poder integrador: o número nove contido nela nos remete à sabedoria esotérica do retorno à unidade. Quer dizer, a numerologia também está presente na sua interpretação e movimentação esotérica. O homem dos tempos atuais, tocado pela extrema beleza que emana de seus olhos - que não deixam de ser uma mandala - busca constantemente e cada vez mais um impulso para a transformação do seu interior a partir da meditação através da mandala como um convite ao reencontro com sua unidade divina há muito esquecida.



Fonte: unipazsul.oeg.br




Pedra Luz

domingo

Madalas – Símbolos - Formas - Meditação


"O Ser humano morre, mas seus pensamentos não morrem tão rapidamente. A vida humana é muito curta, a vida dos pensamentos é muito longa. Lembre-se também: os pensamentos que não expressamos vivem por mais tempo do que aqueles que expressamos, pois são mais sutis. Quanto mais sutil uma coisa, mais longa é a sua vida; quanto mais grosseira, mais curta a sua vida." - Osho.



Os símbolos da mandala são dispostos em padrões geométricos ou simétricos , e a imagem resultante serve para expressar diferentes elementos do nosso eu mais profundo , o “eu interior” por trás da nossa personalidade superficial. Enquanto a mente consciente usa palavras para categorizar e definir tanto objetos quanto experiências , a mente inconsciente lida com imagens e símbolos , que geram vários tipos de sensação e percepção. Quando nos sintonizamos com uma mandala , om o tipo certo de concentração , sentimos que  a nossa consciência passa por uma mudança. A meditação sobre a mandala nos leva a empreender uma jornada rumo à nossa sabedoria interior , que está em harmonia com o cosmos.

O formato considerado mais eficaz numa mandala é o círculo. Ele é usado em todas as mandalas , ao passo que outros formatos como o quadrado e o triângulo tem uma importância  secundária. O círculo representa o ciclo eterno da vida , sem começo nem fim. O espaço no interior do círculo simboliza o domínio interior , um espaço mágico encapsulado e protegido pela periferia. O ponto central , silencioso, a partir do qual se mede a circunferência , que representa o eu , o eixo espiritual em torno do qual a roda da vida executa o seu perpétuo movimento.
A meditação sobre a mandala requer um processo de relaxamento. De início , a mente pode ser tentada a focalizar apenas os diferentes aspectos da mandala e tentar decifrar o significado que o seu simbolismo tem para você.  Contudo , quando estiver meditando , no verdadeiro sentido da palavra , é importante que deixe de lado a mente simiesca , que busca incessantemente estímulo e distração , e deixe simplesmente que a mandala cause uma  impressão na sua consciência , sem tentar analisá-la.  As suas faculdades intelectuais não podem participar da meditação. Tudo o que você tem de fazer é absorver a imagem e deixar que ela cause um impacto sobre a sua consciência , sem que você interfira.
O objetivo da meditação é aquietar a mente. Dessa quietude suscitada pela meditação brota um sentimento de profunda tranqüilidade e harmonia que aos poucos se torna a base das suas experiências exteriores e de auto-expressão.


texto: Mandalas da Natureza (Liza Tenzin-Dolma)



Pedra Luz

sábado

Origem das Mandalas


A Mandala mais antiga talvez tenha sido o impacto da queda de algum meteorito num mar primordial. Temos que reconhecer que a Mandala é mais velha do que todos nós. É tão velha quanto a existência do mundo, tão antiga quanto a criação. Todos os nossos cientistas contam que o mundo começou com uma grande explosão.

O mais espantoso, no entanto, é que a tradição hindu, há milênios, já tinha conhecimento da expansão de nosso universo a partir daquela grande explosão. E eu pergunto: será que a imagem deste estouro não foi a configuração de uma mandala?

Observando outros mitos da criação, nos deparamos sempre com a mesma coisa, só que com outras palavras, o que não nos deve surpreender, pois, apesar das muitas linguagens, é que sempre há é somente uma verdade.

Para o hindu, era o som. Já no evangelho de São João, lemos: "No princípio era o Verbo". Em outros mitos, tudo começa com a luz. Ocorre que, com cada centelha divina se criam novas formas de mandalas. Encontramos as Mandalas nas rosáseas das grandes catedrais góticas, tanto como imagem ou como símbolos. Os construtores desta época utilizavam a mandala porque acreditavam não existir outro meio de representar o caráter ciclíco da criação e da união da transcendência do ponto central da rosácea. Como exemplo temos a rosásea da catedral de Notre Dame em Paris e muitas outras que se encontram espalhadas por este grande universo.

De fato, é na arquitetura que a estrutura mandálica de projetar os quatro horizontes nas quatro direções cardeais, a partir de um centro, ocupa um dos papéis mais importantes. Esses focos são sempre o centro do mundo, representando, cada um a seu modo, uma imagem do universo como um todo. Independentemente de sua extensão, a Palestina ( uma região ), Jerusalém ( uma cidade) e o templo de Jerusalém ( um santuário) representam cada um o centro do mundo, a imagem do universo.

Na verdade, o nosso mundo, seja qual for ele, encontra-se sempre no centro: uma idéia antiga que, no decorrer dos séculos, teve desvirtuado o seu verdadeiro sentido, a ponto de não permitir a aceitação de que a Terra não era o centro do cosmos.

As cidades medievais eram circundadas de muralhas mais ou menos circulares. Apresentavam uma estrutura mandálica, cujo modelo era fornecido por Jerusalém. Roma tinha vias principais que a dividiam em quartos que levavam a quatro portões; a Jerusalém Celeste também era quadrada e suas muralhas comportavam quatro lados, só que com três portões cada um. Alguns autores associam as 12 portas ( ou portões aos doze meses do ano ou aos 12 signos do zodíaco, deduzindo daí que o símbolo representa uma conversão espacial de um ciclo temporal.



Fonte: unipazsul.org.br



Pedra Luz

quinta-feira

Símbolos das Mandalas Nativo Americanas



As Mandalas Nativo Americanas são usadas por pessoas que compreendem as tendências mais profundas do pensamento, da natureza e da vida e sabem instintivamente que nossos próprios pensamentos podem às vezes mascarar as mensagens mais profundas que vêm de nossos corações.
Suas Mandalas ajudam a observar nossas motivações na vida em relação à escala maior do universo. Os indígenas possuem um respeito profundo e compreendem o movimento do espírito. Sabem que todas as coisas estão conectadas e unidas.  Incorporando a mandala do nativo americano como uma ferramenta, podemos começar a compreender a conexão do universo.
Centrar-se sobre estas mandalas e seu simbolismo permite que nossa mente cesse sua vibração constante e nossos pensamentos comecem a investigar mais profundamente a névoa do pensamento que reside mais perto do reino espiritual. A mandala dá à vibração da mente um ponto de foco, algo a digerir, quando a conexão com o espírito é feita e a claridade do coração e da alma alcançada.
Simbologia Nativo-Americana


 




Penas


As  Penas simbolizam a ascensão e a evolução espiritual a um plano mais elevado. Foram usadas pelos ameríndios para simbolizar sua comunicação com o espírito e para expressar sua sabedoria celestial. Nesta cultura, as penas representam o poder dos deuses do trovão, do ar e do vento.Os nativos americanos fazem homenagens ao “Sol Emplumado”, símbolo do cosmos e do centro da existência. Um outro significado do símbolo das penas gira em torno de suas orações, pois usavam roupas de penas enquanto dançavam para a chuva durante os rituais do solstício.


Em outras culturas como a celta, a pena foi usada sob a forma de roupas adornadas usadas em rituais para invocar os deuses do céu e para ganhar o conhecimento do reino celestial. Os egípcios acreditavam que as penas simbolizavam pureza e Maat, a deusa egípcia de justiça, pesava os corações do recém morto e o comparava ao peso de uma pena para saber da pureza da sua vida enquanto vivo. No cristianismo, as penas representaram virtudes.



Mandala do Sol e Vento
Esta mandala representa a energia que dá poder ao Sol combinado com o espírito onipresente do vento. Os dois dão-nos junto uma perspectiva original e íntima dos poderes da natureza. Quando focalizada, podemos considerar como as energias filosóficas do Sol e do vento podem positivamente mudar a estrutura inteira de nossas vidas.



O Labirinto

 O significado do labirinto é associado com a simbologia da espiral, de que nós podemos seguir nossos passos (metafórico e literal) de volta e do inicio (centro ou núcleo).  Os nativos americanos usaram o labirinto como símbolo que representa o nascimento, o renascimento e/ou a transição de um mundo ao seguinte. É um símbolo utilizado por eras.

Especificamente, como um símbolo dos Hopi (nação nativo americana dos Estados Unidos),  são descritos como uma passagem próxima e transversal ao centro, representando os quatro sentidos cardinais e seus atributos. As espirais que cercam este compasso são simbólicas ao ciclos da criação e das experiências da vida.
Em um nível filosófico, o significado do labirinto é tão complexo quanto o próprio símbolo. Com muitas torções e voltas, não compartilha  seus segredos facilmente.
Está associado a:
* Passagem do tempo
* Crescimento espiritual
* Iluminação
* Conexão à fonte
* Renascimento
* Ressurreição
* Emergência
* Evolução
* Progresso
* Trajeto espiritual
* Iniciação
Pode ser uma ferramenta poderosa para o realce e o desenvolvimento internos. É projetado especificamente com esta finalidade. Ao andar em um labirinto, nossa perspectiva constantemente muda. Nossa visão e corpo físico nunca estão enfrentando a mesma direção por muito tempo. Esta é uma técnica para conhecer nosso interior de dentro para fora.
E ainda, o movimento em espiral  é uma réplica física de nossa tendência espiritual de procurar dentro das grandes verdades uma forma de eterna liberdade.


Pedra Luz



terça-feira

Mandala, a terapia do infinito






Em sânscrito, a palavra mandala significa círculo.



Círculos sempre foram figuras dotadas de significados místicos nas mais diversas civilizações. O formado redondo é encontrado na natureza e desperta uma idéia de infinito, de prolongamento. As mandalas, conhecidas também como círculos mágicos, sempre tiveram um lugar de destaque em rituais, independente de cultura e localização geográfica. Os adeptos da bruxaria usam o círculo como instrumental de magia, demarcando espaço sagrado.
É muito comum algumas linhas de bruxaria demarcar, com uma pemba - pequeno giz branco usado em rituais , ou mesmo de forma fictícia, um círculo para se proteger de energias negativas e isolar o local.
Também em quase todos os oráculos utiliza-se no círculo como forma de dispor os elementos e desvendar as mensagens do inconsciente e dos deuses. É o caso do tarô, runas, búzios e outros. Os bruxos afirmam que uma Mandala representa o Universo. No interior de sua forma geométrica abrigam-se as forças da natureza representadas num simbolismo perfeito. Daí, criar uma Mandala é uma forma de religação com Deus.


Jung descobriu que criar, fazer ou até mesmo sonhar com mandalas é parte natural do processo de individuação. Ele afirmava que com uma mandala, podemos trabalhar nossa própria alma, com nossos conflitos, ansiedade e paixões. Criamos um espaço sagrado, projetando todos os sentimentos. Ao expressar nossos conflitos interiores na forma simbólica, conseguimos colocá-los para fora de nós mesmos.
Alguns estudos mostram que os índios norte-americanos, em épocas remotas, traçavam mandalas na areia durante os rituais de cura. Os sacerdotes do Oriente Médio dançam em círculo no interior de um templo, também circular com altar localizado no centro da nave. Budistas contemplam mandalas para aprofundar os estados de meditação. Ou seja, o círculo está sempre presente nas nossas vidas, nos ligando com algo maior, remetendo nossa visão para um plano superior.
Muitos místicos utilizam as mandalas, das mais diferentes formas como terapia e harmonização interior. Confeccionam círculos com os mais diversos materiais como sementes, pedaços de espelho, cascas de árvores, panos, papéis coloridos. O que vale é se absorver da magia de formar um círculo mágico. O ato de confeccioná-las é visto por muito terapeutas como um jeito de acalmar a mente e organizar as idéias. Todo o material utilizado não é comprado. A maioria dos elementos são colhidos na natureza. A dica é se entregar ao Grande Universo e deixar que as coisas certas caiam em suas mãos, cultivando a confiança de que tudo está no lugar certo e na hora certa.
Alguns terapeutas indicam que o ideal é procurar um lugar tranqüilo, observando todo o material que se tem e selecionar o que vai usar. Depois, observe sua respiração e se entregue à figura, deixando o pensamento solto. A relação entre o centro e os elementos periféricos é fundamental para a harmonia geométrica da mandala. Passe a fazer esta terapia e verá como a vida se torna mais tranqüila, os insight passam a ser mais constantes, ajudando a resolver pequenos problemas, além de controlar a ansiedade. Assim, a paz passa a fazer parte de sua mente.


Por Nelson Toledo
www.oclick. com.br/colunas/toledo9.htm